Toda a gente descobriu os blogues há muitos anos, como eu, mas eu descobri-os em outro continente. Marcam-nos as primeiras vezes por vezes com impecáveis memórias, traços de pele num certo sentido indelével, constante irredutível. Foi o que aconteceu com um desses blogues que conheci há muitos anos, há outros tantos extinto. Lembro-me de alguns textos como se de episódios da minha própria existência, caminhos por onde aceitei levarem-me, lugares inesquecíveis onde estive e que hão-de continuar a habitar-me.

Ontem cruzei-me com uma página da autora desse ex-blogue onde com regularidade, observei com alguma estranheza, regista em imagem fotográfica momentos, todos eles íntimos, que outra coisa não poderia esperar-se de uma mulher assim. Há quem, por conta de subtilezas diversas, esteja irremediavelmente exposto. E ao contrário do que acontecia há muitos anos, em que um dos meus primeiros pensamentos, ao acordar, era a pergunta sobre se haveria nova lírica no blogue, ontem, fiquei enjoada.

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