Há temas recorrentes tanto nos arautos da erudição como nos tratados do senso comum, aqueles que não deixam de espicaçar-me a ilusão de uma ideia não original de todo mas minha quase em exclusivo. Um desses temas/ dicotomia é a questão de saber se o ser humano muda ou não muda. Se é possível ao cabo de muitos anos agarrado a certo modus sendi que o indivíduo se reformule e a outro género se converta. Uma espécie de regeneração e segundo nascimento, terceiro ou quarto. A resposta pela positiva parece, pelo menos a uma vista primeira, bastante interessante – por confirmar a Vontade fundamental. Mas não só não acredito como os exemplos empíricos mo negam, sem excepção. Porém, podemos ainda perguntar se quem assim julga não o fará devido à sua própria incapacidade de transformação, pelo que ao outro permanece vendo como da primeira vez, ainda que este tenha efectivamente mudado.

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