Como um cão farejas. Não paras, estacas. Como um rato foges, te escusas, não muges. Como um gato, assustas-te. À procura do futuro, bagaço do passado, indiferente, ruminas o presente. Vives à toa, vassalo.

Houve um momento em que sons e letras foram brilho, adolescentes enérgicos, te acordavam todos os dias, imprevisíveis. As ideias nasciam-te caóticas, como universos inteiros à espera de berço. Depois, a mesma membrana de pó se colou a todas as coisas. Iguais, confortáveis, idênticas, mesmas, moldáveis e convergentes. Apagaste.

Na expectativa do silêncio que agora te constitui, todas as palavras te revoltam.

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2 pensamentos sobre “Quando É Que o Futuro Envelheceu?

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